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terça-feira, 21 de agosto de 2018

Escaldadas

Parece que as escaldadas são um doce típico de S. Miguel, mas confesso que nunca as tinha provado ou sequer ouvido falar delas. Foi alguém que falou à minha cunhada das escaldadas que a sua avó fazia e que eram tão boas. Socorri-me então do meu "google" particular- a minha sogra- que do alto dos seus 91 anos me passou a receita de memória e eu experimentei. São deliciosas e todos os que as provaram também gostaram.



















Receita :

125 gr de farinha de milho
200 ml de leite

Ferve-se o leite e "escalda-se" a farinha de milho. Deixa-se arrefecer. ( Escaldei a farinha de véspera e deixei assim durante a noite).

375 gr de farinha de trigo
50 gr de manteiga
100 gr de açúcar
3 ovos
1 carteira de fermento para pão ( usei Fermipan)
100 gr de passas
leite   morno q.b. para dar o ponto

Juntam-se estes ingredientes à farinha de milho já arrefecida e amassa-se tudo ( usei a Bimby 5 minutos , vel Espiga). Depois de ter levedado um pouco, acrescentam-se as passas e programa-se mais 5 minutos, vel Espiga ( ou amassa-se à mão). 

Deixa-se descansar a massa até ter duplicado de volume. Fazem-se bolinhas e esperam-se mais 30 minutos. Deve ficar uma massa leve e fofa. Pincelam-se as escaldadas com leite e levam-se ao forno pré-aquecido a 180º durante 15-20 minutos.



















Quem já tinha ouvido falar delas? Contem-me tudo.

São muito, muito boas. Espero que gostem.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Pudim Abade de Priscos

O pudim Abade de Priscos é um doce conventual português. Tal como todos os doces conventuais é bastante doce e leva muitos ovos. Provámo-lo num restaurante em Braga, de onde é original, e fiquei logo incumbida de o reproduzir no meu jantar de Natal. Adaptei, como sempre, a receita à Bimby,mas claro que pode ser feito num tacho.

























Receita (baseada nesta daqui )


Ingredientes:

250 gr de água
500 gr de açúcar ( usei 400 gr e ainda ficou bastante doce)
11 gemas
1 ovo inteiro
 1 casca de limão
1 pau de canela
30 gr de vinho do Porto
50 gr de presunto ( ou em substituição , 1 colher de café de banha )

Caramelo líquido para forrar a forma ( usei de compra)


Colocar no copo a água , o açúcar, a casca de limão, o pau de canela e o presunto e programar 15 minutos / temperatura Varoma / velocidade 2. Deixar arrefecer. Descartar a casca de limão, a canela e o presunto.


Ligar a Bimby na velocidade 2 e juntar à calda arrefecida a mistura de ovos e vinho do Porto. Programar mais 2 minutos / temp Varoma / vel 2.

Untar uma forma com caramelo e verter lá o preparado. Tapar a forma e levar ao forno, em banho-Maria, 50 minutos a 180º.

Deixar arrefecer o pudim antes de o desenformar para que não se escangalhe.







Espero que gostem.





















quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Favas à regional

As favas  são um prato regional ( não sei se será também nacional) e que são saboreadas à laia de petisco. Qualquer festividade que envolva tasquinhas vai ter de certeza um prato de favas no seu menú.  Eu gosto imenso deste prato ,mas nunca o fiz ,quem o faz sempre é a minha mãe e depois oferece-me, pois sabe bem como as aprecio. As que hoje aqui mostro foram de novo feitas por ela  e serviram de acompanhamento a outro prato que é muito apreciado cá na ilha: chicharros fritos com molho de vilão.
























Modo de fazer:

favas secas

Põem-se as favas de molho de um dia para o outro. No dia seguinte dá-se um golpe nas favas, muda-se a água e ficam mais 24 h em água.

Cozem na panela de pressão durante 10 minutos. Escorre-se um pouco da água.


Prepara-se um molho com:

1 cebola picadinha
 3 dentes de alho
azeite
sal
pimenta
colorau q.b.
salsinha picada
1 golo de vinho de cheiro ( de preferência)
1 golo de vinagre


Envolvem-se as favas neste molho e levam-se de novo à panela de pressão durante 5 minutos.


Servem- se só assim ...



ou como acompanhamento aos chicharros, por exemplo.


Aqui um exemplo de uma refeição bem ao nosso gosto regional: chicharros, pão de milho, favas, melancia e vinho doce. Só faltou mesmo a cebola de curtume que comemos,mas que me esqueci de fotografar.


Hummmm delícia!!

domingo, 21 de dezembro de 2014

Donas Amélias

Estas deliciosas queijadas são típicas de uma outra ilha do meu arquipélago: a ilha Terceira. (Desculpem se faço esta introdução,mas tenho várias amigas de outros países e nem toda a gente ouviu falar sequer dos Açores)
De acordo com a História, as queijadas foram feitas para homenagear a rainha Dona Amélia ( a última rainha de Portugal) ,numa visita que fez àquela ilha. É com pena que digo, que são (muito) pouco conhecidas em S. Miguel, pois não são comercializadas cá. A minha filha trouxe-as de umas férias que tinha feito lá e eu adorei o sabor suave e rico em especiarias. Vi a receita num blogue terceirense, e embora tenham ficado muito saborosas, sinto que lhes falta qualquer ingrediente. Quem tiver a receita "à risca" e quiser comentar, ficarei muito agradecida.

























Ingredientes ( receita tirada daqui):

Fiz só metade da receita e é a que vou dar.
250 gr de açúcar ( usei mascavado claro)
4 gemas e 4 claras em castelo
100 gr de manteiga à temperatura ambiente
100 gr de farinha de milho amarela ,finamente peneirada
1 colher de chá de canela
1 colher de café de noz moscada
3 colheres de sopa de melaço
50 gr de sultanas
30 gr de cidrão picado muito fino ( usei a Bimby)
raspa de um limão

Usei esta farinha de milho



Modo de fazer:
Bater as claras em castelo e reservar.

Bate-se o açúcar com as gemas, junta-se depois a canela, a noz moscada, os corintos, a raspa de limão e o cidrão.

Quando tudo estiver ligado, junta-se a manteiga, as claras em castelo e ,por fim, a farinha e o melaço.

Sempre que se junta um ingrediente deve bater-se bem para os ligar.

Vaza-se a mistura em pequenas formas untadas e polvilhadas ( como usei de silicone não foi preciso untar) e levam-se ao forno a 170º  durante 20 minutos ( foi o tempo necessário no meu fono,mas depende dos fornos).

Deixam-se arrefecer um pouco e desenformam-se. Depois de frias polvilham-se com açúcar em pó.




















































Espero que gostem.

domingo, 2 de março de 2014

Rosas do Egipto

Já tive oportunidade de dizer que os fritos tipo malassadas, coscorões, sonhos, etc são doces típicos do Carnaval Açoriano. Aqui no blog já pus a receita de malassadas, sonhos e coscorões. Faltavam-me as "rosas do Egipto". No entanto, não há mistério nenhum nessa receita. No restante país é conhecida por... "filhoses". A receita que usei foi a da Isabel ( Emoção às colheradas), mas aviso já que rende muito e leva muiiiiito tempo a fritar ( por isso não é a minha cara,rsrs).
No entanto, gostei do facto de ter conseguido fazer uma receita que nunca tinha feito e que, para uma primeira vez, não correu muito mal.


























Ingredientes:
3 ovos
1/2 cálice de aguardente
250 gr de leite
200 gr  de farinha

Bata os ovos com o leite e a aguardente. Junte a farinha e misture bem. Deve ficar um creme não muito grosso . ( Na Bimby programar 30 segundos, velocidade 5).

Numa frigideira ( usei a wok) deite o óleo, deixe aquecer bem e mergulhe a forma. Retire o excesso de óleo
 mergulhe a forma na massa só até metade, sem cobrir, senão a massa depois não se despega.

Volte a colocar a forma no óleo e abane um pouco para que a massa se liberte.


Deixe fritar até ficarem douradas. Retire-as e ponha-as a escorrer em papel absorvente.
Polvilhe-as depois com uma misture de açúcar e canela.



Espero que gostem.


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Sonhos de batata-doce

Aqui nos Açores, os fritos ,como os sonhos que hoje vos apresento, são típicos do Carnaval. Estes foram feitos para a sobremesa de domingo e foram muito apreciados. Até a minha filha que tinha "resmungado" por não ter feito malassadas ( o doce típico, por excelência, do nosso Carnaval) acabou por dizer que estavam muito bons.


























Ingredientes:

500 gr de farinha
500 gr de batata-doce
500 gr de leite
80 gr de açúcar
1 casca de limão
3 ovos
1 pitada de sal
1 colher de sopa de manteiga
fermento de padeiro ( usei Fermipan)

Coze-se a batata-doce, sem casca, em água.Depois, escorre-se a água e reduz-se a puré com a varinha mágica ( usei a Bimby) e deixa-se arrefecer.

Numa panela põe-se o leite, a manteiga e a casca de limão  a ferver, deixa-se arrefecer  e desfaz-se o fermento num pouco desse leite morno.

Método tradicional:
Num alguidar coloca-se a farinha, junta-se o puré de batata-doce e mistura-se o leite aos poucos. Bate-se tudo com uma colher de pau até a massa estar bem homogénea.Depois juntam-se os ovos um a um, amassa-se até ficar numa massa fofa e com bolhas.

Método Bimby ( O meu,claro)

Juntam-se todos os ingredientes e bate-se 30 segundos, velocidade 5. Depois programa-se 3 minutos, velocidade espiga . Nota: não é preciso desfazer o fermento por este método.


Deixa-se levedar durante 30 minutos ou 1 hora.



Aquecer o óleo numa frigideira funda / fritadeira e quando o óleo estiver quente, com a ajuda de uma colher de sopa, deitam-se colheradas de massa, até que fiquem com uma cor dourada.




Retire para um papel absorvente e depois polvilhe com açúcar e canela.




Espero que gostem

terça-feira, 26 de março de 2013

Folar de Olhão

Quando provamos pela primeira vez o folar de Olhão ( Algarve),aqui em casa adoramos. As camadas de massa intercaladas com açúcar e canela eram simplesmente irresistíveis. Procurei a receita na net e fiz uma tirada de "Receitas regionais". Não ficou muito bom,pois lá diziam que o folar cozia durante 30 minutos  (o que é notoriamente pouco). Na semana passada, vi no site da Clara de Sousa ,de novo esta receita  ( era a que eu tinha) e ela dizia precisamente que o folar tinha que ficar ,pelo menos 1 hora no forno. Fez toda a diferença. Uma delícia que desapareceu em pouquíssimo tempo.


Ingredientes:


·         ½ cálice de aguardente
·         1 pitada de sal
·         120 g de manteiga
·         20 g de fermento de padeiro ( usei uma carteira de Fermipan)
·         50 g de leite
·         500 g de farinha de trigo tipo 65
·         60 g de banha ( usei Crisco,banha vegetal americana)
            sumo de 2 laranjas ( 2oo gr)
..................     ............     ..................
·         açúcar e canela q.b. p/ polvilhar ( +- 250 gr de açúcar e 2 colheres de sopa de canela,ou a gosto)
·         manteiga derretida q.b.( 125 gr +-)
·      

        Claro que fiz na Bimby ,mas podem fazer pelo método tradicional. Na Bimby misturam-se todos os ingredientes ( até ao sumo de laranja). Bate-se durante 4 minutos,velocidade espiga. Deixa-se levedar até dobrar de volume.
      




          Corta-se a massa em 8 pedaços. Estende-se cada pedaço com o rolo.


        Unta-se uma forma redonda ( o folar de Olhão é bem alto e estreito,mas não tinha a forma certa e usei uma normal de bolo).Polvilha-se generosamente com açúcar e canela e pedacinhos de manteiga ( esta base vai formar uma espécie de caramelo leve).


        Depois é só esticar cada pedaço de massa, de modo a formar um círculo mais pequeno que a forma onde vai cozer. Unta-se cada círculo com manteiga de um lado e do outro. Por cima de cada um,polvilha-se com açúcar e canela ( até acabarem os 8 círculos de massa).


       Polvilhe o topo do folar com mais açúcar e canela e pedacinhos de manteiga. 


       Deixe levedar de novo antes de levar ao forno pré-aquecido a 180º durante 1 hora mais ou menos ( se começar a rosar muito depressa, cobre-se a massa com papel de alumínio).



        Penso que dá para ver as camadas de massa. O sabor é divinal,com o gostinho da canela a sobressair. Espero que gostem. Uma boa e doce Páscoa a todos os que me visitam.



terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Filhós de forno

Tradicionalmente aqui, na ilha de S. Miguel,comem-se malassadas, coscorões,  rosas do Egipto,etc,ou seja uns fritos típicos do Carnaval. No entanto,tenho abusado um pouco ( muito) de fritos. Ainda no domingo fiz malassadas e ,por isso,hoje resolvi fazer filhós de forno. São mais saudáveis e igualmente deliciosas,pelo menos na minha opinião. A receita fui tirar dos livros de culinária do chefe Silva,mas fiz algumas adaptações.





Comecei por fazer o recheio para ir arrefecendo:
2,5 dl de leite
1 colher de sopa de Maizena
1 colher de sopa de farinha custard ( facultativo,mas gosto da cor e do sabor)
1 casca de laranja ( facultativo)
1 ovo
125 gr de açúcar ( usei 90 gr)
Juntar tudo num tachinho e levantar fervura até engrossar,mexendo sempre. Na Bimby são 8 minutos,temperatura 90º,velocidade 3.



Para as filhós:
250 gr de farinha de trigo
5 ovos
2,5 dl de leite
2,5 dl de água
1 colher de chá de fermento em pó

Bater muito bem os ovos até aumentarem de volume. Na Bimby são 3 minutos, velocidade 5 (usei a borboleta).

Junte a farinha, o leite, a água e o fermento. e mexer bem. A massa fica líquida.
Untar formas de queques ( para mim foram 18) e deitar massa suficiente para encher as formas.




Enquanto estava a preparar o recheio já tinha o forno ligado a 250º. Quando as filhós foram para o forno ,baixei para 200º. Cozem durante 25 minutos +- ( depende dos fornos). Durante os primeiros 20 minutos ter o cuidado de não abrir o forno,depois ir vendo se já estão a seu gosto ( crescem muito).


Desenforme-as e deixe-as arrefecer para as rechear. Dê-lhes um pequeno golpe ( usei uma tesoura) e recheie-as com creme. Polvilhe com açúcar em pó ( facultativo).









Espero que gostem . A todos os que por aqui passam votos de um bom carnaval.


domingo, 27 de janeiro de 2013

Polvo assado à moda de S. Miguel


A Lenita do maravilhoso blog “Tentações sobre a mesa”, tinha-me proposto que participasse do passatempo que ela tinha organizado para celebrar o primeiro aniversário do blog e ainda para “honrar” também o vinho, que , segundo ela ( e que eu subscrevo), “está  sempre presente nos momentos especiais”. O passatempo chama-se : “Vinho meu, minha tentação” 
Embora este “desafio” estivesse bem presente , até agora ainda não se tinha proporcionado participar. Foi então que ,em conversa com o meu marido sobre o que iríamos almoçar hoje,  de repente se fez luz: polvo à moda de S. Miguel , cujo ingrediente principal ( para além do polvo,claro) é mesmo o vinho. Manda a tradição que seja preparado com vinho de cheiro, um vinho típico da ilha, tipo “americano”. Só que hoje em dia vai sendo difícil de encontrar  e já se confeciona a receita  com outros tipos de vinho, logo que sejam de boa qualidade. Usei um alentejano, sugestão do meu marido, porque de vinhos, confesso, conheço muito pouco. Só mais uma coisinha: o polvo que usei foi apanhado por um pescador amigo, aqui nos nossos mares, ainda tão pouco poluídos. A diferença no sabor, posso-vos garantir, é imensa.


Ingredientes:
Polvo  arranjado e cortado em pedaços grandes ( o polvo “mirra” depois de cozinhado),bem lavado e passado por várias águas. Fica a marinar numa vinha d’alhos ( como se diz aqui) composta  por:
Alhos picados ( uma cabeça)
Pimenta vermelha moída
Um pouco de pimenta de cayena
Colorau
Vinho( mais de meia garrafa)
1 piri-piri ( sem sementes)


Numa panela , picam-se 3 cebolas e levam-se a melar em azeite. Junta-se depois o polvo escorrido, uma colher de sopa de manteiga, uma colher de sopa de banha  depois o vinho onde o polvo esteve a marinar. Vai a cozer na panela de pressão, sem pressão, ou seja sem tampa, durante 20 minutos, com o lume no mínimo. Depois com a panela tapada e quando o pivô começar a rodar, contam-se mais 10 minutos. 




Junta-se um caldo Knorr e bastante salsa picada. Acrescentam-se as batatas cortadas aos cubos e vai de novo a cozer por 5 minutos.
Leva-se ao forno a assar durante uma hora ( se for preciso, escorre-se parte do molho que se forma com o que destila do polvo).


E como hoje é domingo ,não podia faltar a sobremesa. Com este belo pudim, também consigo participar no passatempo da Lenita ,pois leva vinho do Porto.


Pudim de pão com leite condensado e vinho do Porto

1 cálice de vinho do Porto
1 colher de sopa de manteiga
1 lata de leite condensado cozido
350 gr de leite
4 papo-secos ( 200gr +-)
5 ovos
um pouco de frutas cristalizadas e de pepitas de chocolate branco 

Bate-se tudo ( na Bimby são 30 segundos,velocidade 4). Unta-se uma forma com caramelo. Vaza-se a mistura  e tapa-se a forma. Vai a cozer na panela de pressão, com água até cobrir metade da forma, durante 45 minutos.





Lenita: espero que gostes desta minha participação. A todos os que simpaticamente me visitam, espero também que gostem. Bom domigo a todos.